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Programa de Gerenciamento de Processo e relação com SMS

O processo de PSM deve receber suporte das equipes especializadas em riscos, a sua condução e gestão são feitas pela linha de mando através de múltiplas ações e por todas as estruturas da empresa, como projeto, treinamento, manutenção, aquisição, contratos, processos, etc; comprometimento da alta liderança da corporação.



Segurança de Processo faz parte da Gestão de Segurança e está direcionada às preocupações com os riscos de grandes impactos aos seres humanos, segurança, danos ao meio ambiente e prejuízos materiais (API 750).



É importante entender que, mesmo com objetivos próximos, a Segurança Ocupacional (ou segurança do trabalho) é diferente da Segurança de Processo. Riscos pessoais ou ocupacionais, tais como escorregões, quedas e cortes, ou exposições ambientais costumam produzir efeitos sobre um único trabalhador ou grupos similares. Por outro lado, riscos de processo podem ocasionar acidentes maiores, envolvendo liberação de materiais com alto potencial de dano, incêndios e explosões.



A OIT, em Junho de 1993, emitiu a convenção 174, que tem por objetivo a prevenção de acidentes industriais maiores que envolvam substâncias perigosas e a limitação das consequências desses acidentes. O Brasil tornou signatário desta convenção, através do Decreto Nº 4.085, de 15 Janeiro de 2002.


Sistemas de Gestão de Segurança de Processo:


O PSM consiste na aplicação de sistemas e controles de gestão (programas, procedimentos, auditorias, avaliações) a um processo, de maneira que seus riscos sejam identificados, reconhecidos, entendidos e controlados; prevenindo os acidentes de processo de grandes proporções.


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Na figura acima na primeira base temos o comprometimento com segurança, sendo que os elementos contidos nesta base possuem o objetivo de estabelecer um reconhecimento de como a organização trata as questões de segurança de processo e como ela é percebida por suas partes interessadas. Nesse contexto, a questão de “cultura em segurança de processo” é quem melhor reflete este atributo chave. Aqui devem estar definidos os valores, os princípios, a estrutura, visão e política da organização quanto à segurança de processo.

Na segunda base temos o Entendimento de Perigos e Riscos, sendo que os elementos contidos nesta base tratam de como gerimos o conhecimento em segurança de processo (foco no conhecimento através da documentação) e como identificamos os perigos e avaliamos os riscos (foco na aplicação do conhecimento).

Sistema de Gestão Integrado de SMS com enfoque nas atitudes e comportamento para o controle de perdas que é composto de 22 elementos:

1 -Compromisso visível da liderança;
2 -Política e princípios de SSM (Segurança, Saúde e Meio Ambiente).
3. Organização integrada para SSM;
4. Responsabilidades e atribuições da linha organizacional;
5. Metas e objetivos desafiadores;
6. Profissionais de SSM como suporte.
7. Legislação e altos padrões operacionais;
8. Treinamento e desenvolvimento;<br>
9. Comunicação eficaz;
10. Conscientização e motivação em SSM;
11. Auditorias e inspeções de SSM;
12. Investigação de acidentes e incidentes;
13. Mudança de pessoas;
14. Administração de SSM de contratadas;
15. Qualidade assegurada;
16. Revisões de segurança para pré-partida (inicio operacional de um produto ou processo);
17. Integridade mecânica das instalações;
18. Mudanças nas instalações;
19. Informações de processo;
20. Mudanças na tecnologia;
21. Análise de riscos de SSM;

Os procedimentos devem ser elaborado, revisado e atualizado por pessoal experiente e qualificado envolvido nas atividades que ofereçam riscos de SMS, considerando no mínimo, os seguintes aspectos:

> Explicitar as consequências de se trabalhar fora dos limites estabelecidos pelas bases de projeto do processo, dos equipamentos, das instalações e descrever os passos a serem seguidos para corrigir e/ou evitar não-conformidades;

> Considerar situações de emergência por falhas de sistemas de utilidades tais como: falta de energia, água, ar, ou outro tipo de falha;

> Descrever os sistemas de segurança e seu funcionamento, tais como: válvulas, discos de ruptura, intertravamentos e alarmes.

ref. Estudo de Caso em uma empresa de energia: Rodrigo Gris de Souza (UFF)